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No Vale, Bolsonaro defende Moro: 'Se depender de mim, ele não sai’

Durante a sua passagem por Guaratinguetá, na primeira visita à RMVale após a posse, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu nesta última quarta-feira (19) o ministro da Justiça, Sérgio Moro, cuja conduta como ex-juiz federal da Operação Lava Jato vem sendo questionada após vazamentos de mensagens entre ele e o procurador Deltan Dallagnol.

Bolsonaro também disse que não pretende demitir o ministro, que admitiu nesta quarta-feira, durante depoimento ao Senado, a possibilidade de deixar o cargo caso sejam apontadas irregularidades em sua conduta.

"O Sérgio Moro é um patrimônio nacional, não é do presidente da República. Se depender de mim, ele não sai", afirmou o presidente. E completou sobre os vazamentos: "Não vi nada de grave ali. Sérgio Moro é dono de si e não vi nada de anormal até agora".

Sobre a possibilidade de Moro pedir demissão, Bolsonaro desconversou: "Também não tenho apego ao meu cargo. Todo ministro é livre para tomar decisões que bem entender", declarou.

Democracia

Em discurso aos 141 novos sargentos que se formaram nesta quarta-feira na EEAR (Escola de Especialistas de Aeronáutica), Bolsonaro também disse que, antes da sua eleição, a democracia estava ameaçada no país.

Aos formandos, ele disse que sua eleição veio para mudar o quadro ameaçador à soberania nacional. No curto discurso, lembrou que ele também tentou ingressar na Aeronáutica em 1972, mas não conseguiu, tendo depois ingressado no Exército Brasileiro, força armada onde foi capitão.

"Temos um só objetivo, que é fazer o Brasil melhorar para todos. Quis Deus me colocar na presidência e eu assumo a missão. Nossa liberdade e democracia estavam ameaçadas Conto com vocês nesta missão", disse o presidente.

Depois da derrota no Senado, presidente declara querer 'armar o cidadão de bem’

Jair Bolsonaro voltou a defender o que chama de "legítimo direito" dos cidadãos de portarem armas. Nesta terça, o Senado aprovou a suspensão dos decretos do presidente que facilitaram o porte de armas. "Não podemos deixar o cidadão de bem desarmado e a bandidagem muito bem armada", disse ele em Guaratinguetá.

Confiante em seu projeto, Bolsonaro disse que o tema deve ser vitorioso na Câmara dos Deputados. "Não é compromisso de campanha meu. É o povo que quer isso. É o povo que optou pelo legítimo direito de ter uma arma dentro de casa. Eu quero armar o cidadão de bem".

Bolsonaro ainda se defendeu de quem acusa do decreto de inconstitucional, por descumprir o Estatuto do Desarmamento. "Não extrapolei a lei. Lamento que ideologias ainda façam parte de julgamentos". Fonte: ovale.com.br


Categoria: Caçapava | Publicado ás: 19/06/2019 22:38:35

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