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São José: Acusados da morte de músico norte-americano vão a júri popular em outubro

Os três acusados pelo roubo, assassinato e ocultação de cadáver do músico norte-americano Raymond James Merril, em abril de 2006, vão a júri popular no fórum de São José dos Campos (SP) em outubro. O corpo queimado do artista, que veio ao Brasil para um encontro com uma mulher que conheceu na internet, foi encontrado em uma estrada em Caçapava (SP).

A definição da data do júri, que será no dia 29 de outubro, foi publicada pela Justiça na segunda-feira (26). Dos três acusados, apenas um está preso, sendo Evandro Celso Augusto Ribeiro.

(Correção: O G1 errou ao informar que o acusado Nelson Siqueira Neves estava preso. Ele chegou a ficar preso no CDP de São José dos Campos, mas foi colocado em liberdade em janeiro de 2019 após revogação da prisão preventiva. A informação foi corrigida às 13h25 de quarta-feira (28) )

Apenas a esteticista Regina Filomena Rachid, que segundo a denúncia foi quem marcou o encontro com a vítima, está solta desde 2012, beneficiada por um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa dela diz que a esteticista nega envolvimento no crime. (leia abaixo)

Regina e Nelson, que que tinham um relacionamento na época, serão julgados por roubo, homicídio e ocultação de cadáver, com agravante do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com investigação, o músico foi mantido em cárcere, dopado com remédios, por cinco dias, enquanto teve a conta bancária esvaziada. O roubo, segundo a denúncia, foi de mais de US$ 100 mil.

Um comparsa deles, Evandro, vai ser julgado por ter sido cúmplice na ação e por ter colaborado com a ocultação do cadáver, que foi abandonado em uma estrada. Raymond James foi morto por enforcamento. A vítima e a esteticista se conheceram pela internet.

Outro lado

O advogado Andre Mauro Veiga Barbosa, que defende a ré Regina Rachid, defende a plena inocência de sua cliente, que nega envolvimento no crime. No júri, ele vai sustentar que não há indícios que liguem ela ao assassinato do músico estrangeiro.

O advogado Renato Gotuzo Germano, que atua nas defesa de Nelson Siqueira Neves sustenta que não há provas da participação do homem no roubo e assassinato e disse que o cliente nega os crimes.

Apesar de Germano constar no processo como defensor de Evandro Celso Augusto Ribeiro, ele disse que não atua para o acusado. O G1 procurou a Defensoria para saber se o órgão vai atuar no caso. Fonte: g1.globo.com


Categoria: Policial | Publicado ás: 29/08/2019 20:19:37

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